Localização

Av. Samora Machel, 3371 – Beira, Mozambique    Telefone :  +258 23353316


Beira
é uma cidade de Moçambique, capital da província de Sofala.  Está localizada a cerca de 1190 km a norte de Maputo, no centro da costa do Oceano Índico.

É uma cidade portuária no Canal de Moçambique. O município tem uma área de 633 km², uma altitude média de 14 metros acima do nível do mar.  Tem limite ao norte e oeste com o distrito de Dondo, a leste com o Oceano Índico e ao sul com o distrito do Búzi.

A cidade está localizada numa região pantanosa, junto à foz do Rio Púnguè, e sobre alongamentos de dunas de areia ao longo da costa do Índico. A vegetação natural é caracterizada por terras baixas e litoral com mangais.

Clima

Beira é caracterizada por um clima tropical úmido chuvoso de savana, com temperaturas elevadas e úmidas no verão, especialmente durante a estação das monções de verão (hemisfério sul) de outubro a fevereiro.

A localidade tem o estatuto de cidade desde 20 de Agosto de 1907 e, do ponto de vista administrativo, é um município com um governo local eleito. Beira é a segunda maior cidade de Moçambique, logo após a capital do país, Maputo, contando com uma população de 431.583 habitantes de acordo com o Censo de 2007.

A cidade de Beira foi originalmente desenvolvida pela Companhia de Moçambique no século XIX, e depois diretamente pelo governo colonial Português entre 1942 e 1975, ano em que Moçambique obteve sua independência de Portugal. Atualmente
a cidade se encontra modernizada, embora ainda mantenha algumas áreas degradadas e problemáticas, como é o caso do Grande Hotel Beira. Depois de Maputo e Nacala, Beira é o terceiro maior porto marítimo para o transporte internacional de cargas de e para Moçambique.

A povoação foi fundada pelos portugueses em 1887, numa área conhecida pelo nome de Aruângua, e logo suplantou Sofala como principal porto no território da atual província de Sofala. Originalmente chamada Chiveve, o nome de um rio local, foi rebatizada para homenagear o Príncipe da Beira, Dom Luís Filipe, primogênito de D. Carlos I que, em 1907, foi o primeiro membro da família real portuguesa a visitar Moçambique, trazendo de Lisboa o decreto real que elevava Beira à categoria de cidade.

Tradicionalmente, o príncipe herdeiro de Portugal levava o título de Príncipe da Beira, província histórica de Portugal.

A administração portuguesa construiu um porto e famílias portuguesas se estabeleceram na localidade recém-fundada, e começaram a desenvolver atividades comerciais.

A cidade passou a ser administrada pela Companhia de Moçambique, fundada em 1891 e que tinha sua sede em Beira. Foi então construída uma ferrovia que ligava à então Rodésia, aberta em 1899. Em 20 de agosto de 1907, Beira era elevada à condição de cidade, um ano depois era inaugurada a iluminação elétrica e, em 1911, um serviço telefônico urbano.

Em 1926, ainda não existiam automóveis em Beira, porém, em 1934 estes já somavam 596, bem como duas companhias de transportes coletivos.

Em 1942, com o fim da concessão da Companhia de Moçambique, a administração da cidade reverteu para a administração direta do governo Português. A construção de uma nova estação ferroviária foi concluída em 1966. Antes da independência, a Beira era destaque por seu porto marítimo bem equipado, uma das principais instalações de seu tipo em toda a África Oriental, e também pelo turismo, pesca e comércio.

A cidade prosperou como um porto cosmopolita com diferentes comunidades étnicas (portugueses, indianos, chineses, africanos indígenas) empregadas na administração, comércio e indústria. O grande número de habitantes que fala inglês deve-se ao fato da cidade ter sido um destino de férias preferido para os brancos da Rodésia. Um sinal desta época é o Grande Hotel construído perto
da costa do Oceano Índico.

Em 1970, a cidade da Beira possuía 113.770 habitantes.

Após a independência de Portugal

Após a independência de Portugal em 1975, a maioria dos portugueses deixaram a cidade. Moçambique foi devastado por uma guerra civil entre 1976 e 1992, que opunha os marxistas da FRELIMO, que controlavam o governo, e os rebeldes da RENAMO, chegando próximo ao caos total em dois anos e gerando fome, doença e miséria. O Grande Hotel foi ocupado por cerca de 1.000 beirenses desabrigados, e no fim da guerra civil, a cidade estava bastantes degradada.

Em 2000, inundações em Moçambique devastaram Beira e as regiões próximas, deixando milhões de desabrigados e causando graves danos à economia local.

Fonte: www.wikipedia.org

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s